segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Tinta nos Nervos: BD no Museu do Comendador
sábado, 8 de janeiro de 2011
Editoras de livros apanhadas pelas redes
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Lançamento do livro José Saramago nas Suas Palavras
Dia 15 de Novembro decorreu o lançamento do livro José Saramago nas Suas Palavras, que teve lugar na Biblioteca Municipal Central - Palácio Galveias, local que o escritor tinha por costume frequentar quando ainda se encontrava em Portugal.
Tive conhecimento deste lançamento a partir de um e-mail que me enviaram e decidi ir, juntamente com a minha colega Helena Angelino, que também se mostrou interessada.
Chegámos ao local por volta das 18.10h. Não se podia dizer que estivesse muita gente, provavelmente por o autor já não se encontrar entre nós, tratando-se assim de um lançamento sem o escritor... Havia somente duas câmaras no local para fotografar o evento.
Como é habitual, na entrada da sala onde se deu o lançamento, estava montada uma banca onde se vendiam alguns exemplares.
Com um ritmo lento, as pessoas entraram na sala e enquanto se sentavam, falavam e cumprimentavam-se, ao passo que eu e a Helena não conhecíamos ninguém como era de esperar.
Em frente do público reunido, estava uma mesa de onde se fez a apresentação do livro. Nela, encontravam-se Zeferino Coelho, editor da Caminho, a jornalista Clara Ferreira Alves, Fernando Gómez Aguilera, que seleccionou os excertos que compõem a obra e os organizou e por fim, Pedro Lamares, o responsável pela leitura de algumas passagens.
O discurso começou com palavras de agradecimento de Zeferino Coelho por Saramago ter depositado a sua confiança na editora Caminho. Carla Ferreira Alves lamentou o estranho que é o escritor não se encontrar entre nós e lembrou que faria 88 anos dia 16 de Novembro. Explicou no que é que consiste a obra e descreveu-a como uma espécie de antologia de frases, palavras e máximas ditas por Saramago ao longo da vida, sobretudo em entrevistas a jornais e revistas. CFA considera que a voz do escritor esclareceu o mundo, Portugal, as pessoas... Salientou que José Saramago era alguém que dizia o que pensava sem rodeios, com clareza e lucidez. Evidenciou a importância de dizer “não”: “A capacidade de ser livre (...) a liberdade moral, intelectual, íntima e colectiva, transmite-se na capacidade de dizer não”.
Seguiu-se Fernando Gómez de Aguilera que destacou a importância do conteúdo da escrita do autor. Utilizou alguns ditos de Saramago para exemplificar, ao dizer que dentro das palavras está o ser humano e que as palavras sem consciência não têm conteúdo. FGA lembra com isto, que Saramago respondia sempre com muita consciência. Referiu, também, um prólogo que o escritor escrevera sobre Quixote, no qual expôs uma teoria muito interessante ao dizer que existem quatro portas para o conhecimento, sendo a primeira destas a curiosidade, a segunda a leitura e o saber, a terceira a imaginação e a quarta a liberdade. Também nos lembrou que as suas personagens estão sempre a caminhar... Podemos constatar isso no Memorial do Convento, na Viagem do Elefante, em Caim... caminham sempre em direcção à liberdade. Esse caminho começa por saber dizer “Não”.
Referiu-se muito o seu humanismo crítico e a prioridade que dava ao ser humano, sendo esta obra exemplo disso mesmo.
Por fim, falou Pedro Lamares, destacado para ler algumas passagens do livro, que me pareceram bem escolhidas porque me deram vontade de o ler, mas claro que o que citou não pôde demonstrar toda a riqueza da obra como ele mesmo o disse. Leu uma passagem que explicava a origem do nome Saramago e outras que apontei e que considerei bonitas e verdadeiras. São algumas delas: “A felicidade é uma invenção para tornar a vida suportável”; “É aterrador o uso que se pode fazer de uma palavra”; “ A obra feita é sempre maior do que quem a fez”; “A nossa única defesa contra a morte é o amor”, entre outras.
No fim da apresentação ouvimos algumas palavras de Pilar del Río que se levantou do público e se dirigiu à mesa. Agradeceu a Pedro a selecção escolhida e deu-nos a conhecer a opinião do marido em relação à crise que assola Portugal. Saramago terá dito que a crise que se diz económica é antes uma crise de moral.
Este lançamento foi muito centrado no autor, tal como o livro o é. Como foi dito na apresentação, embora seja uma obra feita de entrevistas, lembra um ensaio que diz o que devemos ser.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Relatório de um lançamento

Após todos se sentarem na sala adjacente, Zeferino Coelho, o editor de José Saramago, falou um pouco sobre o escritor e passou rapidamente a palavra a Clara Ferreira Alves. A jornalista disse algumas palavras sobre Saramago - que, se fosse vivo, faria oitenta e oito anos no dia seguinte - contou como conhecera o escritor, disse que, para o Nobel português, o mais importante na vida era a capacidade de ser livre e que o tinha ouvido afirmar que "se calhar, a literatura não tem de servir para nada". Clara Ferreira Alves disse que a dignidade e a capacidade de dizer 'não' eram cruciais para Saramago. A jornalista acrescentiu que, para Saramago, o que nos distinguia era a possibilidade de dizermos o que pensávamos e que o escritor receava perder a língua portuguesa ao mudar-se para Lanzarote.
O interveniente seguinte foi Fernando Gómez Aguilera - editor de Saramago em Espanha. Aguilera falou um pouco do escritor e contou que era na Biblioteca Municipal Central — Palácio Galveias que Saramago mais gostava de estar para ler. Contou que, para Saramago, havia quatro portas para o conhecimento: a curiosidade, a leitura, a imaginação e a liberdade. Revelou que uma das metáforas da sua obra era a viagem. O editor espanhol ouviu Saramago dizer várias vezes para as pessoas não se resignarem, para se indignarem, que o ser humano é que era a prioridade e que a maior de todas as revoluções era a da bondade.
O actor Pedro Lamares leu algumas passagens do livro, referindo que ‘Saramago’ era a alcunha da família - e que o pai de José não gostava - e que o verdadeiro apelido do autor era Sousa. Leu passagens onde o prémio Nobel afirmava que “o único lugar que se habita de facto é a memória”; que “a ética é a mulher mais bonita do universo” e que “a única defesa da humanidade contra a morte era o amor”.
Por último, Pilar Del Río disse algumas palavras sobre Saramago, sobre os seus últimos dias e sobre as últimas reuniões com os amigos na casa de Lanzarote. Com voz trémula, Pilar recordou uma das últimas conversas entre amigos em que Saramago afirmara que a presente crise não é económica, mas sim moral. Após uma salva de palmas dos presentes, o lançamento chegou ao fim.
sábado, 25 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Relatório de um lançamento
Faro, Livraria Mar de Letras, 11 de Dezembro, 18.30
Passavam já alguns minutos da hora marcada e o espaço reservado para o lançamento, ao fundo da livraria, ainda estava quase vazio. Algumas pessoas vagueavam pela livraria, poucas tinham ocupado as não muito numerosas cadeiras. A mesa onde iria decorrer a apresentação do livro mantinha-se vazia. Ao lado, três homens falavam animadamente e, de vez em quando, eram interpelados por alguém, trocando cumprimentos. Um deles era o autor.
Enquanto aguardava, fui desfolhar o livro. Tinham-no colocado, em destaque, sobre duas mesas, uma junto à caixa, outra por detrás dos lugares da assistência. Entretanto, continuava a chegar gente. A sala começou a ficar composta e, eu própria, tomei o meu lugar. Entre o público, reconheci algumas caras – dois professores da Universidade do Algarve, alguns funcionários da autarquia, um jornalista de um periódico local. No total, estariam 40, 50 pessoas, no máximo.
Já não faltaria muito para as 19 horas quando o lançamento começou. O responsável pela livraria fez as honras da casa, agradecendo a presença de todos e a escolha da Mar de Letras para a apresentação do livro. Terminou convidando os presentes para um outro evento (uma exposição de fotografia) que se realizaria ali dois dias depois. Feito o convite, passou a palavra ao editor, Francisco de Mascarenhas. Numa intervenção igualmente curta, salientou o interesse da obra e mencionou a sua relação com o autor (“um velho amigo”). “Não editamos livros, editamos pessoas” – disse. Seguiu-se o autor, o Eng. António Rodrigues Lobo. Depois de agradecer a quem o ajudou na concretização do livro, passou a especificar os objectivos da obra: a divulgação de um tratado inédito da autoria de Giovanni Paolo Lembo, um jesuíta napolitano que, no século XVII, se estabeleceu em Lisboa. “É apenas o contributo de um amador da História” – concluiu. O editor replicou – “Amador, não. Um amante da História!” (seja lá o que isso for...), interjeição que colheu alguns sorrisos de circunstância por parte do público.
O lançamento continuou com a intervenção do Prof. Giovanni Manzoni, da Universidade de Pisa, convidado para apresentar o livro. Desculpou-se pelo seu mau português (que não era assim tão mau...) e por, devido a tal, ser obrigado a ler a comunicação. Ficámos a saber que, também ele, é um amigo pessoal do autor e foi o responsável pelo prefácio. Conhecia o Eng. Rodrigues Lobo desde há alguns anos, quando ele esteve em Itália a pesquisar para o dito trabalho. As aventuras e desventuras da investigação historiográfica em Pisa não suscitaram o interesse do público. O alongar da palestra do Prof. Manzoni por mais de três quartos de hora também não ajudou. Resumindo: o Padre Lembo, matemático e astrónomo, foi professor no Colégio de Santo Antão e, por essa altura, compôs uma série de tratados, entre os quais o tal “Tratado de Máquinas Hidráulicas”, divulgado agora pelo Eng. Rodrigues Lobo. Lembo desenhara uma série de gadgets barrocos: bombas de água, relógios de água, sinos de mergulho e um conjunto de engenhos destinados a animar festas como, por exemplo, um vaso que se encheria de vinho sempre que alguém se servisse dele (muito bíblico!), pelo qual o Prof. Manzoni mostrou especial afeição. A palestra terminou e seguiram-se os autógrafos. Não foi servido porto de honra. Depois de tantas máquinas hidráulicas, ficámos a seco.
sábado, 18 de dezembro de 2010
O mundo dos livros visto por quem (mais) nele investe
Here at Penguin, we recently saw the above video, titled “The End of Publishing” at a meeting. It was presented by our global chairman, John Makinson, and everyone in the Online Department was instantly impressed (as was everyone else in the room). We asked around to find out who created the video, and we were finally directed to Zoe Uffindell of Khaki Films in the UK. Zoe was gracious enough to answer a few questions on the creation of the video via email:
Where did the idea come from?
DK Marketing in the UK had asked us to make a film for their conference in February, about how publishing would look in the future. We took inspiration from a film we had seen on YouTube called "The Lost Generation" and suggested this might work as a treatment for the DK film, which we called "The End of Publishing". "The Lost Generation" was inspired, along with some other similar reincarnations, by a film called "The Truth". This original film was an Argentinian political TV advertisement written by Ricardo Lopez for the Argentinian Political Party Recrear. It won the Silver Lion Award at the Cannes Film Festival in 2006.
Can you tell me how you approached the execution of the frontward/backward message?
We asked DK to give us a list of facts and statistics about publishing in 2010, and where they see it going in the future, and then our scriptwriter, Jason LaMotte took this information and wove the facts into the current script.
How difficult was it to achieve this effect?
It takes a creative professional writer, patience, and several days to achieve something like this - a bit like a huge jigsaw that you have to paint as well as put together! The voice-recording and editing of the text was a case of finding just the right voice, and pacing it right.
How long did it take to write (and can you mention any stumbling blocks or hurdles you encountered along the way)?
Close to 4 days by the time it was finished. The structure of the forwards and backwards message presented it's own unique challenges, and this was amplified by the fact that certain specific information had to be included. It was a delicate house of cards that could have fallen at any time as a result of the addition or removal of a single line of text.
Vejam o vídeo aqui.
